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	<title>Fonoaudiologia - Escritório de Contabilidade - Organização Contábil Abreu S/S Ltda LTDA – EPP</title>
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		<title>Reforma Tributária: Impactos e Mudanças &#8211; Serviços de Medicina e demais Serviços de Saúde (Odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia, etc.)</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 17:41:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Reforma Tributária: Impactos e Mudanças – Serviços de Medicina e demais Serviços de Saúde (Odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia, etc.) A reforma tributária promovida pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2024 representa uma profunda reestruturação do sistema tributário brasileiro, com impactos significativos em diversos setores econômicos — entre eles, o setor de</p>
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					<h1 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Reforma Tributária: Impactos e Mudanças – Serviços de Medicina e demais Serviços de Saúde (Odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia, etc.)
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									<p dir="ltr">A reforma tributária promovida pela <strong>Emenda Constitucional nº 132/2023</strong> e regulamentada pela <strong>Lei Complementar nº 214/2024</strong> representa uma profunda reestruturação do sistema tributário brasileiro, com impactos significativos em diversos setores econômicos — entre eles, o setor de serviços médicos e demais serviços relacionados à saúde, como <strong>medicina</strong>, <strong>fisioterapia</strong>, <strong>psicologia</strong>, <strong>odontologia</strong>, <strong>fonoaudiologia</strong>, <strong>enfermagem</strong>, <strong>nutrição</strong>, entre outros.</p><p dir="ltr">A nova sistemática visa <strong>simplificar a tributação sobre o consumo</strong>, substituindo tributos complexos e cumulativos por um modelo mais moderno, baseado no princípio do <strong>crédito financeiro</strong>. No entanto, essa transição traz desafios e ajustes específicos, além de um possível <strong>aumento de tributação</strong> para o setor.</p><h2 dir="ltr">Contexto da Reforma</h2><p dir="ltr">Com a <strong>Emenda Constitucional 132/2023</strong>, foi aprovada a reforma tributária do consumo, criando dois novos tributos do tipo <strong>IVA</strong> (Imposto sobre Valor Agregado):</p><ul class="tight" dir="ltr" data-tight="true"><li><p dir="ltr"><strong>IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)</strong>: substitui o <strong>ICMS</strong> e o <strong>ISS</strong>.</p></li><li><p dir="ltr"><strong>CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)</strong>: substitui <strong>PIS</strong> e <strong>Cofins</strong>.</p></li><li><p dir="ltr"><strong>IS (Imposto Seletivo)</strong>: substitui o <strong>IPI</strong> e parte do <strong>IOF</strong> (IOF sobre seguros).</p></li></ul><p dir="ltr">Esses novos tributos substituirão os atuais <strong>PIS</strong>, <strong>Cofins</strong>, <strong>IPI</strong> (federais), <strong>ICMS</strong> (estadual) e <strong>ISS</strong> (municipal), que oneram as operações das empresas.</p><h2 dir="ltr">Principais Impactos Tributários</h2><h3 dir="ltr">1. Fim dos Tributos Atuais e Criação de Novos Impostos</h3><p dir="ltr">A reforma unifica cinco tributos sobre o consumo em três novos tributos:</p><ul class="tight" dir="ltr" data-tight="true"><li><p dir="ltr"><strong>IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)</strong>: substitui o <strong>ICMS</strong> e o <strong>ISS</strong>.</p></li><li><p dir="ltr"><strong>CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)</strong>: substitui <strong>PIS</strong> e <strong>Cofins</strong>.</p></li><li><p dir="ltr"><strong>IS (Imposto Seletivo)</strong>: será cobrado no lugar do <strong>IPI</strong>.</p></li></ul><p dir="ltr">O <strong>IBS</strong> e a <strong>CBS</strong> seguirão o modelo de <strong>IVA</strong>, com tributação no destino (local de consumo), <strong>crédito amplo</strong> ao longo da cadeia e alíquota uniforme para todos os setores, exceto em casos específicos previstos na Constituição, como o setor de <strong>serviços de saúde</strong>.</p><h3 dir="ltr">2. Alíquota e Impacto no Custo Tributário</h3><p dir="ltr">Estimativas preliminares indicam que a <strong>alíquota-padrão somada de IBS e CBS</strong> pode chegar a <strong>28%</strong>, o que representaria um aumento expressivo para as empresas do setor que hoje se beneficiam do regime de <strong>lucro presumido</strong> (carga efetiva de cerca de <strong>5,65%</strong> para <strong>PIS</strong>, <strong>Cofins</strong> e <strong>ISS</strong>) ou do <strong>Simples Nacional</strong>.</p><p dir="ltr">Esse aumento poderia comprometer a <strong>competitividade do setor</strong>, especialmente para estabelecimentos que não conseguirem repassar o aumento de custo ao consumidor. Contudo, a reforma trouxe uma <strong>redução de alíquota</strong> para o setor de saúde, que deverá recolher <strong>40% da alíquota padrão</strong> (cerca de <strong>11,2%</strong>) e tomar <strong>créditos</strong> em suas aquisições de bens e serviços.</p><h3 dir="ltr">3. Simples Nacional</h3><p dir="ltr">Para empresas enquadradas no <strong>Simples Nacional</strong>, haverá impactos nas tabelas do regime, com mudanças nos tributos. O <strong>IBS</strong> e a <strong>CBS</strong> poderão, opcionalmente, ser apurados <strong>por fora do Simples Nacional</strong>, o que pode influenciar a competitividade. Empresas que integram cadeias de comercialização, como <strong>atacadistas</strong> ou prestadoras de serviços para outras empresas, precisarão avaliar se a opção por apurar o <strong>IBS/CBS</strong> fora do Simples gerará <strong>créditos</strong> para seus clientes, atraindo mais negócios.</p><p dir="ltr">No caso de empresas que prestam serviços para <strong>pessoas físicas</strong> (consumidores finais), não haverá pressão para recolher o <strong>IBS/CBS</strong> por fora do Simples. Contudo, a tabela do <strong>Simples Nacional</strong> para atividades como <strong>medicina</strong>, <strong>fisioterapia</strong> e <strong>psicologia</strong> depende do <strong>fator r</strong> (relação entre folha de pagamento e faturamento), o que pode resultar em uma carga tributária maior ou menor.</p><p dir="ltr">Para empresas do setor <strong>não optantes pelo Simples Nacional</strong>, os impactos serão ainda mais significativos.</p><h3 dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">4. Crédito Amplo e Nova Dinâmica da Cadeia</h3><p dir="ltr">O modelo anterior, principalmente em relação ao <strong>PIS</strong> e à <strong>Cofins</strong>, apresentava regimes cumulativos para parte das empresas do setor, especialmente aquelas optantes pelo <strong>Lucro Presumido</strong>. A nova sistemática institui a <strong>não cumulatividade plena</strong>, com <strong>crédito financeiro amplo</strong> — ou seja, os estabelecimentos poderão se creditar de todo o imposto pago na cadeia, inclusive sobre bens e serviços não diretamente vinculados à atividade-fim, como <strong>energia elétrica</strong>, <strong>insumos de manutenção</strong>, <strong>serviços de limpeza</strong> e <strong>segurança</strong>.</p><p dir="ltr">No entanto, este modelo favorece empresas com maior <strong>formalização</strong> e <strong>estrutura de custos bem documentada</strong>, permitindo uma redução da carga tributária efetiva para empresas com operações mais complexas e integradas. Os estabelecimentos que não possuem <strong>estrutura contábil robusta</strong>, especialmente os de <strong>menor porte</strong>, podem ter dificuldades em se adaptar ao novo modelo, especialmente na <strong>gestão de créditos</strong> e <strong>apuração do imposto</strong>.</p><h3 dir="ltr">5. Redução da Guerra Fiscal e Maior Transparência</h3><p dir="ltr">Com a unificação dos tributos e a <strong>cobrança no destino</strong>, a <strong>guerra fiscal</strong> entre estados e municípios tende a diminuir. Isso deve trazer mais <strong>previsibilidade</strong> e <strong>segurança jurídica</strong>, além de um sistema tributário mais <strong>transparente</strong>, o que beneficia empresários que atuam de forma regular.</p><h3 dir="ltr">6. Transição e Período de Adaptação</h3><p dir="ltr">A transição será <strong>gradual</strong>:</p><ul class="tight" dir="ltr" data-tight="true"><li><p dir="ltr"><strong>A CBS</strong> começa a ser cobrada em <strong>2026</strong>, com alíquota teste de <strong>0,9%</strong>;</p></li><li><p dir="ltr"><strong>O IBS</strong> será introduzido em <strong>2027</strong>, com alíquota de <strong>0,1%</strong>;</p></li><li><p dir="ltr">A <strong>unificação completa</strong> ocorrerá até <strong>2033</strong>, quando os tributos antigos serão totalmente extintos.</p></li></ul><p dir="ltr">Durante esse período, coexistirão regimes antigos e novos, exigindo <strong>atenção redobrada</strong> das empresas quanto à <strong>gestão tributária</strong>, <strong>sistemas de faturamento</strong> e <strong>apuração de créditos</strong>. Empresas do setor precisarão investir em <strong>adequações contábeis</strong> e <strong>tecnológicas</strong> para acompanhar as novas exigências, especialmente no que diz respeito à <strong>escrituração detalhada</strong> e à <strong>correta apropriação de créditos</strong>.</p><p dir="ltr">Esse período será fundamental para que o setor se adapte, reorganize sua <strong>estrutura tributária</strong> e possa avaliar os <strong>impactos reais</strong> das mudanças.</p><h3 dir="ltr">7. Regime Específico para o Setor de Saúde e a Diferença da Tributação Atual</h3><p dir="ltr">Hoje, as empresas de serviços médicos, de <strong>fisioterapia</strong>, <strong>psicologia</strong>, <strong>odontologia</strong>, <strong>fonoaudiologia</strong>, <strong>nutrição</strong>, <strong>diagnóstico por imagem</strong>, <strong>enfermagem</strong> e outras, que <strong>não são optantes pelo Simples Nacional</strong>, recolhem, por exemplo, no <strong>Lucro Presumido</strong>, entre <strong>13,33% e 16,53%</strong> do faturamento em tributos (afora os da folha de pagamento), entre <strong>IRPJ</strong>, <strong>CSLL</strong>, <strong>PIS</strong>, <strong>COFINS</strong> e <strong>ISS</strong>.</p><p dir="ltr">A parte de <strong>IRPJ/CSLL</strong>, que corresponde a cerca de <strong>7,68% a 10,88%</strong> da receita bruta, será mantida. Já o <strong>PIS</strong>, a <strong>COFINS</strong> e o <strong>ISS</strong>, que correspondem a cerca de <strong>5,65%</strong> do faturamento, serão substituídos pelo <strong>IBS</strong> e pela <strong>CBS</strong>. A alíquota do <strong>IBS/CBS</strong> ainda não está definida, mas estima-se algo em torno de <strong>28%</strong>, sendo que o setor de saúde recolherá uma <strong>alíquota reduzida</strong>, correspondente a <strong>40% da alíquota padrão</strong>, ou seja, algo em torno de <strong>11,2%</strong>, de <strong>IBS</strong> e <strong>CBS</strong>, ante os atuais <strong>5,65%</strong> relativos ao <strong>PIS</strong>, <strong>COFINS</strong> e <strong>ISS</strong>.</p><p dir="ltr">Em compensação, poderão tomar <strong>créditos</strong> na aquisição de bens, mercadorias e serviços. A carga total, sem considerar os <strong>créditos</strong> pelos bens e serviços adquiridos, pode chegar a cerca de <strong>18,88% a 21%</strong>, mas ainda assim é inferior à tributação hoje na <strong>pessoa física</strong> pelo <strong>imposto de renda</strong>, que pode chegar a <strong>27,5%</strong>, sendo que os <strong>créditos</strong> ainda reduzirão a base de cálculo do <strong>IBS/CBS</strong>. Além disso, deve-se considerar que as <strong>pessoas físicas</strong> também serão contribuintes do <strong>IBS/CBS</strong> no exercício de suas profissões.</p><p dir="ltr">Embora a reforma traga avanços importantes em termos de <strong>simplificação</strong> e <strong>transparência</strong>, há risco para as empresas de <strong>aumento da carga tributária</strong>. Os prestadores de serviços de saúde, como empresas de <strong>medicina</strong>, <strong>clínica médica</strong>, <strong>odontologia</strong>, <strong>fisioterapia</strong>, entre outros, precisam acompanhar de perto a <strong>regulamentação infraconstitucional</strong>, especialmente as definições sobre <strong>alíquotas diferenciadas</strong>, <strong>regimes específicos</strong> e <strong>compensações</strong>.</p><p dir="ltr">As mudanças e os impactos serão grandes e dependem da análise de cada caso individualmente, sendo que o <strong>preparo</strong> e o <strong>planejamento</strong> para tais mudanças podem significar um <strong>menor impacto</strong> na renda e na <strong>lucratividade</strong>. Desse modo, o momento para se preocupar com o novo sistema tributário <strong>já é agora</strong>, e não apenas quando entrar em vigor.</p><hr /><h4 dir="ltr">Em caso de dúvidas, ou querendo realizar uma simulação ou estimativa, contate nosso time de especialistas.</h4><p dir="ltr"><strong>Organização Contábil Abreu S/S Ltda – EPP</strong><br />Rua do Carmo, 112 – 7º andar – CJs. 71 e 72<br />Centro – São Paulo – SP<br /><strong>Tel</strong>: (11) 3242-8045 | <strong>WhatsApp</strong>: (11) 93745-0101<br /><b>email: </b><a href="mailto:ocabreu@contabilabreu.com.br"><span class="elementor-icon-list-text">ocabreu@contabilabreu.com.br</span></a></p>								</div>
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